Para falarmos
de assuntos criminosos e nojentos como o abuso infantil e tortura em uma
organização institucional como o Vaticano, precisamos no mínimo de provas sobre
esta acusação. Um rápido exemplo é o cardeal Bernard Law, antigo arcebispo de
Boston nos Estados Unidos, que tem uma ação judicial contra a proteção,
acobertamento e por defender pessoas envoltas neste crime. O Estado de
Massachussets condenou por mais de 200 casos de acobertamento de pedófilos, e por crimes de lavagem de dinheiro, a sentença de prisão perpétua. Neste momento
ele é o Vigário Geral da igreja de Santa Maria Magiore em Roma, apontado
pessoalmente por Bento XVI. Entre outros benefícios, em 2013 ele foi um dos
homens mais votados no Conclave para eleger o próximo Papa.
Bento XVI
mostrou-se um inimigo da humanidade, sendo inimigo das crianças que ele
permitiu que fossem estupradas, e pelas mentes que encorajou como sendo
infectadas pela culpa, já originada na doutrina do Pecado Original, a qual
todos nós somos ruins, maus e temos que nos redimir a Jesus Cristo para
podermos ser salvos. Deixando nas mãos de seu sucessor os piores casos de
sodomia realizados pelo mundo, a qual ele poderia ter evitado pelo menos o
acobertamento destes criminosos. Inimigo da verdade, Bento XVI passou seu
pontificado frisando que o uso de preservativos não protegiam as pessoas da
Aids, levando assim a morte de milhões de pessoas, especialmente na África,
quais eram negados tais tipo de ajuda. Inimigo da ciência, o pontífice obstruía
as pesquisas com células-tronco, baseando-se não na moralidade mais na
superstição pré-científica. Talvez uma das minhas maiores preocupações, Bento
XVI é um inimigo da educação, alegando que a evidência é uma base menos confiável
para a crença do que a fé, tradição e autoridade da Igreja.
De forma
medieval, ao pedir desculpas pela conversão forçada de índios na América e
especialmente no Brasil, ele pediu desculpas mais alegou que estes índios
estavam esperando ansiosamente pela chegada da Igreja, que os levaria para a
salvação eterna.
Continuador da
obra conservadora de seu antecessor João Paulo II, Bento XVI assinou vários
documentos condenando a teologia da libertação, a homossexualidade, o
modernismo do mundo e temas de vida com o aborto.
Em março de
2012, após uma viagem ao México e a Cuba, Bento XVI recebeu um conjunto de novas
denúncias. Desta vez tratava-se que um grande grupo de cardeais que estariam
envolvidos em redes de tráfico e corrupção, lavagem de dinheiro, roubo de
documentos secretos, guerras de facções. Desde então, o pontífice viu-se
obrigado a expor o imenso número de casos de pedofilia no Vaticano, deixando o
Estado com a fama de um dos mais obscuros do mundo. Entre outros vários
assuntos, as novas denúncias falavam de uma conspiração contra o poderoso
secretário de Estado Tarcísio Bertone, acusado de manter uma poderosa facção.
Depois dos
escândalos do vazamento das cartas secretas do Papa, seu secretário monsenhor
Georg Gansweins contratou o jornalista Greg Burke, membro da Opus Dei com
intenção de melhorar a imagem da Igreja, que se viu atrapalhado para poder
contornar alguma coisa.
Ao contrário
da idéia de um Papa da luz, ele foi o contrário, deixando cair na opacidade que
se instalou durante seu reinado, caindo em constantes contradições.
Em setembro de
2009, Ratzinger nomeou o banqueiro Ettore Gotti Tedeschi para o posto de
presidente do Instituto para as Obras de Religião (IOR), o banco do Vaticano.
Próximo à Opus Dei, representante do Banco Santander na Itália desde 1992,
Gotti Tedeschi participou da preparação da encíclica social e econômica Caritas
in veritate, publicada pelo papa Bento XVI em julho do mesmo ano. A encíclica
exige mais justiça social e propõe regras mais transparentes para o sistema
financeiro mundial. Tedeschi teve como objetivo ordenar as turvas águas das
finanças do Vaticano. As contas da Santa Sé são um labirinto de corrupção e
lavagem de dinheiro cujas origens mais conhecidas remontam ao final dos anos
80, quando a justiça italiana emitiu uma ordem de prisão contra o arcebispo
norte americano Paul Marcinkus, o chamado “banqueiro de Deus”, presidente do
IOR e máximo responsável pelos investimentos do Vaticano na época.
Após a
renúncia do Papa, Jorge Bergoglio foi o nome mais votado pelo Conclave
tornando-se o carismático papa Francisco. Algo comum na Igreja é após um papado
conservador termos um papado inovador. Após a morte do conservador e sinistro
Papa Paulo VI em 1978, que teve seu funeral debaixo de uma forte chuva com a presença
de pouquíssimas pessoas, enquanto fora dos portões do Vaticano, grupos
protestavam. O conclave elegeu um Papa mais carismático e apoiado pelo povo que
foi João Paulo I, que faleceu de formas até hoje não divulgadas oficialmente
após 33 dias de pontificado. Nos primeiro dias de pontificado, João Paulo I disse
que teria grandes reformas, entre elas analisar supostos escândalos do Banco do
Vaticano.
Francisco tem
desafiado as poderosas forças do Vaticano desde o início de seu pontificado.
Pedindo constantes perdões pelos crimes praticados por sacerdotes de sua Igreja,
Francisco retirou dezenas de padres e bispos de sua Igreja, condenando-os a
pagarem pelos seus crimes. Uma fonte que não é totalmente verídica, afirma que
o Papa teria inclusive pedido a retirada do cardeal Bernard Law, citado no
início do texto. Apesar de seus esforços, Francisco tem sido alvo constante, e
criticado por não tomar providência em temas como o aborto e o afastamento de
criminosos de seu Estado por motivos políticos, que o envolveriam em problemas
mais graves. Em último documento, Francisco escreveu os dez pecados da Cúria,
aonde critica diretamente a postura dos cardeais e líderes próximos a ele.
Talvez poderíamos nos perguntar se uma pessoa que alega ser infalível e o
representante direto de Cristo na Terra, que é um monarca e tem todo o poder da
Igreja, não poderia acabar com a imagem manchada da Igreja Católica, sendo
assim um novo humanista, defensor e combatente de idéias medievais aprovadas
pela Igreja como condenar o aborto, o uso de preservativos como sendo
abominável, o fim do preconceito ridículo contra às mulheres, as alegações de
infalibilidade de sua Igreja, o afastamento e entrega de criminosos em seu
Estado a justiça. Ele poderia, mais o que o aguardaria se não as rasteiras de
pessoas a sua volta, ou um curto fim com o de João Paulo I? Francisco é a
imagem criada e pronta de uma Igreja que não via outra forma para combater a
mancha negra deixada por seus antecessores, e a qual será um grande fardo não
para mudar a Igreja, mais fazer uma nova imagem dela. Na analise de estudiosos,
o próximo sucessor de Francisco, provavelmente será um novo conservador.

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