EQM é a sigla
para Experiências de quase morte. Segundo este estudo, diversas pessoas já
passaram por experiências enquanto sofriam algum grave problema, como uma
parada cardíaca. Durante este período em que estavam inconscientes, descrevem
terem visto um longo túnel, parentes já falecidos, visto deuses e anjos entre
outras descrições. Para os estudiosos das EQMs, o registro mais antigo seria do
século IV A.C. descrito em A República
de Platão. Um soldado sofrera um grave ferimento durante uma batalha e é ressuscitado
no seu funeral, descrevendo viajar por uma escuridão à luz, acompanhado de
guias, um momento de julgamento, sentimento de paz e alegria. Mas o caso citado
por Platão pode simplesmente representar visões filosóficas e religiosas da
época.
As EQMs
ficaram famosas na década de 1970, com a publicação de dezenas de livros como Life After Life, publicado em 1975, pelo
médico Ray Moody. Moddy era um médico fascinado pelas EQMs, ele e sua esposa
estavam totalmente convencidos de que elas eram a chave e a prova de uma vida
após a morte. Com mais de 150 relatórios, ele fez sucesso pelo mundo difundindo
suas pesquisas e vendendo milhares de livros.
As sensações
mais descritas pelo psicólogo americano Kenneth Ring são: Uma experiência de
paz, bem estar e ausência de dor. Sensação de desligamento do corpo físico,
progredindo para uma experiência fora dele. Entrar numa escuridão, um túnel com
uma memória panorâmica e um efeito predominantemente positivo. Uma luz branca,
calorosa e atraente. Entrar na luz, encontrando pessoas e figuras.
Nas palavras
do Dr. Ray Moody, as EQMs são algo muito comum, o que não é totalmente
verídico. Estas experiências não ocorrem somente com quem corre um grave estado
de risco de morte, há relatos parecidos durante o sono, como afirma a psicóloga
Susan Blackmore. Também não se pode dizer que a memórias das pessoas se refere
ao tempo em que estavam clinicamente mortas, geralmente essa sensação se refere
ao momento que antecede a inatividade cerebral, isto se puder excluir a hipótese
de uma mentira da própria pessoa.
Quando o
cérebro é privado de oxigenação, as primeiras células a entrar em colapso são
um grupo cuja tarefa é inibir o excesso de atividade cerebral. Sem essa
inibição, o cérebro produz uma chuva de impulsos nervosos na área cerebral que
comanda a visão. Uma simulação disto em computador mostra que essa
interferência, começa no campo visual e a medida que o oxigênio acaba,
estende-se para o resto do campo. O efeito é um ponto de luz que cresce, dando
assim a sensação de estar em um túnel de luz.
Outro dado
curioso é que a religiosidade de cada pessoa interfere muito nas experiências,
católicos dizem terem visto Jesus, A virgem Maria, anjos. Espíritas dizem
encontrar espíritos de luz, umbandistas vêem orixás. Cada um diz ter visto uma
imagem diferente, e os teístas dizem terem visto Deus, mais nunca conseguem
definir sua imagem.
O papel das
drogas aplicadas durante o processo também explica muito as EQMs, algumas como
anfetaminas, cetaminas e inclusive o ácido lisérgico(LSD), provocam alucinações
complexas, que se unem a certos receptores cerebrais que então ativa os
receptores e mede seus efeitos. Um exemplo, a cetamina e o LSD se ligam a um
receptor chamado N-metil-D-aspartate(NMDA), e quando este é ativado,
alucinações costumam ocorrer.
O Dr. Sam
Parnia, é um fervoroso estudiosos das EQMs, no seu livro O que acontece quando morremos, 2008, o médico faz um experiências
durante três anos. Como a maioria dos pacientes relatam terem visto a sala
cirúrgica e seu próprio corpo como que do teto da sala, podendo inclusive ver
os médicos e seu próprio corpo, Parnia colocou diversos desenhos colados no
teto, cobertos de modo que ninguém visse, seu objetivo era quando ocorresse um
caso de EQM, o paciente poderia dizer que figuras teria visto. Mas nenhum dos
32 pacientes que disseram passar pela experiência, foram capazes de descrever
alguma coisa.
As
experiências também são estudadas agora nos casos da interrupção do estágio de
sono que precede a vigília ou a sonolência. O processo chamado de paralisia do
sono, aonde a pessoa diz perder os movimentos corporais, enquanto se diz
consciente do mundo externo. Desde 2005, um estudo mostra como a experiência
pode ser iniciada artificialmente, pela estimulação da junção têmporo-parietal
direita do cérebro, sugerindo que a confusão das informações sensoriais do
corpo pode alterar radicalmente a experiência do indivíduo sobre o próprio
corpo.
Pacientes com
a doença de Parkison relatam visões de fantasmas e monstros. Isto por que a
doença envolve o funcionamento anormal da dopamina, um neurotrasmissor que pode
provocar alucinações. Uma alucinação é algo totalmente real para a pessoa que a
sente.

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