quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Eutanásia



   O caso da jovem Brittany Maynard, que optou aos 29 por um fim a sua vida, após uma luta contra um câncer no cérebro, foi condenado pelo papa Francisco, que chamou o episódio de crime contra deus e falso senso de compaixão. Desde então, o carismático líder vem lutando quase que diariamente, em diversos países contra temas como o aborto e a eutanásia.
   Algo tendencioso, após o fracasso do pontificado de Bento XVI, conservador ferrenho, que acusou ateus pela maldade no mundo, para acobertar a nojenta sodomia de sacerdotes com crianças. Trazendo de volta hábitos medievais como a missa em latim. A fanática luta contra o uso de preservativos, promovendo mentiras desvairadas sobre os preservativos não protegerem contra a Aids, levando milhares de pessoas na  África e em outros continentes a morte. Deixando o papado sobre escândalos envolvendo máfias e altíssimas fortunas mundiais.
   A humanidade assistiu os erros desenfreados dos pontífices ao longo dos séculos, e não devemos nos esquecer, que a igreja considera-se infalível. E baseado na superstição pré-científica, Francisco tem caído no mesmo erro de condenar a ciência, assim como a personalidade própria de cada indivíduo. É algo entendido pela nossa lógica, se do caso contrário ele não pregasse uma moralidade, mesmo que medieval, seria a ruína da própria Igreja.
   O líder, carismático e inovador, tem posto de lado, muitas posições, como a decisão de que eram necessários três ‘milagres’ para o processo de canonização. O desuso da liturgia antiga, e passando por cima das mais altas regras eclesiásticas, entre outras decisões que tem deixado a muitos clérigos perplexos.
   Ao condenar os pais da jovem Maynard, sua mãe rebateu as críticas com as palavras: A decisão de minha filha de morrer sem dor, em vez de sofrer uma degradação física e mental com um sofrimento intenso, não merece ser tachada de reprovável por um desconhecido de outro continente, que não conhecia nem as particularidades de sua situação.
   No assunto a qual ninguém escapa, existe um fanatismo generalizado sobre a eutanásia. Ao contrário de nossos animais de estimação, que podem ser levados ao veterinário e morrer sob efeito de uma anestesia geral. Somos a única espécie, que está condenada a sofrer para morrer. Particularmente, se soubesse que teria uma doença irreversível, que acabaria com meu corpo e minha mente pouco a pouco, causando sofrimento prolongado a mim e a meus familiares, gostaria de tomar um ‘soro para dormir’. Mais por sermos isentos disto, somos destinados a sofrer no processo da morte.

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